palco porta para um teatro de tormenta e felicidade.

“A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte”

Desejo ter sido eu a escrever isto.
E podia desenrolar-me em como a frase me faz sentir, a atmosfera que cria e os pêlos que levanta.
Mas não. Desejo ter escrito isto… não pela qualidade que tem, mas para poder ter sido o primeiro.
Ser aquele que heroicamente descortinou de espada em riste o palco porta para um teatro de tormenta e felicidade.

Credo… acho que exagerei um pouco. Desculpem.
Às vezes exalto-me em como estas coisas me fazem sentir – uma espécie de tremor nas pontas dos dedos que só conseguido apagar ao martelar teclas de suor romântico.

“A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte”

Haverá algo mais perfeito para a maldição silenciosa que é gostar de alguém?
Haverá melhor frase para aqueles que carregam com intransigência um sorriso falso e um pensamento constante no fundinho das suas mentes?
Que ouvem musica soul, baladas tristes, até teen pop, e compreendem tudo bem demais? Velhos e novos ao mesmo tempo por sentirem um amor intemporal não correspondido?

Religiosos e ateus. Agnósticos!
Todos sob uma bandeira de nação comum…

Exaltei-me outra vez.

“A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte”

Há muita coisa a dizer de facto.
Adoro a frase.

Alguém escreveu o teu nome em toda a parte, mas eu não o encontro em lado nenhum.

“A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!”
– Ornatos Violeta em Ouvi Dizer
Nota: Melhor servido com uma boa dose de Dave Matthews Band (Satellite ou If Only para melhores resultados)